sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Filhos são do mundo (José Saramago)

Filhos são do mundo (José Saramago)

Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos.

Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga.

E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo!

Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!
Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.

E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são domundo!

Volto para casa ao fim do plantão,início de férias, mais tempo para os fllhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor...

É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!
"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver "

José Saramago


domingo, 4 de maio de 2014

MENSAGEM DA DONA MODESTA PARA MÃES QUE PERDERAM FILHOS

MENSAGEM DA DONA MODESTA PARA MÃES QUE PERDERAM FILHOS
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Queridas mães, Jesus seja conosco.
Eu reconheço a dor que machuca o coração de uma mãe que teve que devolver seu filho a Deus e, aproximando-se o dia em que as homenagens na Terra são um louvor à maternidade, venho trazer uma notícia de esperança e amor a vocês que foram chamadas a entregar seus filhos aos braços da morte.
Nenhum de seus filhos, mesmo os que aqui chegaram pelos caminhos da imprudência e do abuso, deixam de ser amparados e socorridos. Não existe orfandade no mundo espiritual. Até aqueles que infelizmente sucumbiram aos domínios da maldade e da desorientação, encontram almas que estendem mãos e carinho, alívio e amparo. Todos eles são adotados pelo amor das famílias espirituais que sempre velam pelos entes amados que partiram.
Aqui no mundo espiritual, nas frentes de serviço junto ao Hospital Esperança, nos dias que antecedem ao dia das mães, são feitas homenagens pelos filhos a vocês que ficaram no mundo físico. Aqueles que ainda não puderam visitar suas mãezinhas escrevem cartas de saudade e elas são lidas em público, e comentadas pelos mensageiros do bem que trabalham para que a aliança entre os corações que se amam jamais se desfaçam e possam ser alimentadas pela gratidão e pela alegria.
Quando seus filhos, pelas várias razões, não podem ainda vos visitar, vocês são trazidas até eles em espírito aqui no Hospital, desdobradas pelo sono, para que a saudade possa ser amenizada em encontros de afeto e ternura. Nessa ocasião, vocês leem juntos as linhas de afetividade e calor humano escrita por seus filhos.
Nas cartas que eles escrevem são orientados a falar de amor e dos sentimentos nobres em relação às suas mães. São páginas repletas de palavras enternecedoras que fortalecem a vontade de viver, e lhes servem de terapia de consolo e motivação para a continuidade da caminhada na vida imortal.
Eu sei que muitas mães adorariam receber uma carta dessas com notícias de seus filhos e nas quais pudessem ter o alívio de saber que eles continuam bem e amparados, entretanto, porque não fazer ao contrário? Eles também adorariam ler suas palavras e ter notícias que lhes pudesse adicionar ainda mais coragem e vontade de viver. Eles também sentem saudades... Eles não deixaram de amá-las...
Para aquelas mães que sentem prontas a tal iniciativa, vou orientar como devem proceder. Escrevam um pequeno texto falando aos seus filhos amados como se sentem e como se preocupam com eles, mas adicione ao seu carinho e saudade um presente de amor a eles falando também que aceitam a distância como um convite da vida para que os seus destinos se enriqueçam. A carta aos seus filhos, a exemplo do que acontece com as missivas que eles escrevem por aqui, terá uma ação terapêutica.
Pegue sua cartinha na noite anterior ao dia das mães e coloque-a aberta ao lado de uma foto de seu filho. Pense em Maria, a mãe bendita de todos nós, e faça uma oração agradecendo pela oportunidade de poder acreditar na vida além da morte. Ore e faça mentalmente um gesto no qual você está entregando a correspondência a seu filho amado e vá repousar. Sua carta será entregue e sua dor da partida será amenizada. Comemore o dia das mães com esse presente, guardando a certeza de que a vida continua e que de a morte nunca separa quem ama e nem é capaz de retirar a alegria de viver entre os que se amam eternamente.
Eu, Maria Modesto Cravo, como mãe e amante do bem, vou ouvir suas preces e encaminhar aos seus filhos o seu tributo de mãe em louvor da luz e da esperança que devem reinar entre nós.
Que Jesus vos inspire e acolha.
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Mensagem psicografada na madrugada de 03/05/14, em Belo Horizonte, pelo médium Wanderley Oliveira.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Mãe

Mãe,

Hoje, mãe universal.
Mãe de muitas mães, principalmente das que sofrem tanto.
Fui mãe dedicada e caridosa, que com muita luta consegui cuidar, tratar, amparar.

A notícia de que seria mãe, em cada gravidez, foi alegria e renovação.
Esperar, chegar, acolher nos braços, amamentar, dar de si o seio materno.
Sempre senti-me imensamente protegida e amparada no imenso amor que sentia nos primeiros dentinhos, no andar trôpego, na voz rouca ao dizer as primeiras palavras, Mamã, Papá...

Mãe, tão amorosa.
Como não saber e entender a dor de tantas mães que lamentam a ausência de seus filhos; que sentem a falta e a saudade pungente; que sofreram todos os dias, do amanhecer até o anoitecer, pois queriam a presença, a vida contínua, sonhos refeitos...

Que poderia dizer a essas mães, como eu, sofredora, o que poderei dizer...
Que conforto darei diante do grande conflito da ausência...
Talvez que possam pensar nas mães como eu, que perderam seus filhos para o crime, para o suicídio, para a violência, para as drogas.

Perdi o meu Lucas, seguido do Marcos, para o que não havia forças para que eu combatesse.
Perdi, sofri, me culpei, me desintegrei.
Sou mãe, fui mãe e quero que vocês, mães de meninos que também se foram, se confortem em minha dor.
Se percebam como mulheres escolhidas entre tantas a ter que deixar partir seus pequenos anjos de luz.
Imaginem Maria, aceitar seu filho, pequeno Deus de Amor, levado, sacrificado.

Mães, a vida urge, e aqui na vida espiritual temos a oportunidade de ser mãe de tantos outros que também sofrem por tantas aflições.

Digo-vos que a oração é paz e conforto, que o trabalho é redenção e que o tempo é consolador.

Deixo meu abraço especial e carinhoso a vocês que soluçam mas que engolem o pranto com a doce certeza do reencontro.

Muita paz a todos,

Vó Lia.

(Psicografado por Célia, na reunião mediúnica de 22/01/2014, no Grêmio Espírita Perseverança e Caridade.)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Laços de amor eterno




James Van Praagh

Clique aqui para ler um trecho do livro em PDF.
Perder um filho é a experiência mais devastadora pela qual um ser humano pode passar. A dor parece interminável e muitas vezes a vida perde o sentido. Desesperados, perguntamos a Deus por que Ele foi capaz de tirar a vida de uma criança inocente.
Em seu livro mais comovente, o renomado médium James Van Praagh lança uma luz transformadora sobre os planos que estão por trás da morte de um ente querido e revela a trajetória das almas na volta para seu lar no céu.
Laços de amor eterno nos ajuda a transpor o vão que separa o mundo material do espiritual e apresenta histórias inspiradoras de pessoas que conseguiram transformar a dor da perda em crescimento pessoal e espiritual ao se livrarem da culpa e praticarem o perdão.
Tendo se dedicado nos últimos 30 anos a ajudar as pessoas a entrar em contato com entes queridos que já se foram, Van Praagh busca agora minimizar a dor de quem enfrenta a tragédia da morte de um filho, tenha ela sido causada por doença, acidente, assassinato, desastres naturais ou suicídio.
Este livro vai responder a seus questionamentos mais profundos sobre o porquê de vidas tão promissoras serem precocemente interrompidas. Mais do que isso, ele revela que os laços de amor que unem pais e filhos são criados na eternidade e nem mesmo a morte é capaz de destruí-los.
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“Tendo como base minha experiência, eu diria que nenhuma criança morre antes da hora. Quando uma alma cumpre seu papel na vida, seu corpo físico morre. Do ponto de vista espiritual, não existem acidentes.” - James Van Praagh
O sentimento de luto por um filho é uma dor inimaginável. É algo para o qual ninguém está preparado. Porém, por mais que o sofrimento seja desesperador e paralisante, é preciso seguir em frente e continuar vivendo. Mas como fazer isso? Como lidar com a sensação de impotência e a saudade? Como não culpar o cônjuge, Deus ou a nós mesmos? Como acreditar que a perda não é uma punição por termos sido pais negligentes?
Neste livro, você vai se deparar com as mais diversas situações vividas por pais que perderam seus filhos. Muitos pensaram em se matar, se entregaram às drogas ou ao álcool, perderam a alegria de viver. Mas há também aqueles que conseguiram dar a volta por cima e transformar a tragédia em algo positivo para si mesmo ou para a sociedade.
Ao perder um filho, raramente alguém consegue entender por que isso aconteceu. No entanto, as mortes abruptas ou chocantes nada mais são do que um pacto entre almas que precisam se ajudar mutuamente. Talvez o objetivo da morte trágica de uma criança seja ensinar à alma dos pais lições sobre o perdão.
Em Laços de amor eterno, James Van Praagh mostra que, para evoluirmos no plano espiritual, precisamos vivenciar experiências difíceis. Cada desafio que enfrentamos é planejado para que nossa alma se desenvolva e seja capaz de superar as barreiras que nós mesmos nos impusemos antes de encarnar.
Por meio de relatos reais, o autor mostra que os laços entre pais e filhos não são rompidos no momento da morte. Aqueles que se foram continuam ao nosso lado, muitas vezes até nos ajudando a superar a dor.
O objetivo deste livro é trazer conforto e alento para os pais que não sabem como seguir em frente. Com as sábias palavras de Van Praagh e suas comoventes histórias de encontros com espíritos, você vai passar a entender o complexo plano por trás de nossas experiências de vida, tanto as boas quanto as mais dolorosas.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

" Que dor é essa? "


Que dor é essa que faz o ser perder o chão , ficar sem rumo, vagar em vez de andar?
Que dor é essa que arranca o coração e todo sentimento se transforma em saudade ?
Que dor é essa que dilacera os músculos, os ossos, todos os órgãos, a alma?
Que dor é essa que faz o dia ser uma eterna noite sombria e sem estrelas?
Que dor é essa que derrama dos olhos lágrimas que mais se assemelham a lava que queima e destrói o caminho por onde passa?
Que dor é essa que transforma a respiração em estado de coma?
Que dor é essa que nubla os sentidos e nos torna sonâmbulos da vida?
Que dor é essa que arrasta os sonhos e os transformam em pesadelos?
Que dor é essa que isola corações e nos prende a incerteza?
Que dor é essa que dói, dói muito, uma dor sem fim, a dor ?
É a mesma dor que acorda o ser .
É a mesma dor que faz o ser pensar sobre os porques da vida.
É a mesma dor que empurra alma em busca de si mesma.
É a mesma dor que dita a obrigação do pensar.
É a mesma dor que transforma saudade em ação positiva.
É a mesma dor que afirma que não há distâncias para quem se ama.
É a mesma dor que ensina, educa, demonstra a urgência em se modificar.
É a mesma dor necessidade , evolução, progresso.
É a maior dor , mas pode se transformar na dor capaz de modificar existências e afirmar que amor não se separa, não morre, não acaba .
É a dor do amor.
Que dor é essa?
A dor da perda de um filho...
Fábio Figueiredo